O Mundo sem nós - Allan Weissman

O Mundo sem nós - Allan Weissman
São muitas as questões levantadas pelo premiado jornalista Alan Weisman nesta investigação científica. Após entrevistar especialistas – zoólogos, biólogos, engenheiros e paleontólogos, – Weisman faz revelações fascinantes e, ao mesmo tempo, perturbadoras sobre o impacto da humanidade no planeta. Nós fomos responsáveis pela extinção de várias espécies, e a natureza sobreviveu. Mas o que aconteceria se, atacados por um vírus, desaparecêssemos? Quais seriam as primeiras criações humanas a sumir? E as últimas? Misturando ciência e especulação, este livro será, certamente, um clássico.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

BIOLOGIA MARINHA...


Banco de imagens sobre biologia marinha

19/10/2011
Agência FAPESP – O Centro de Biologia Marinha (Cebimar) da Universidade de São Paulo (USP) lançou o Cifonauta – um banco com mais de 11 mil imagens, 260 vídeos e panorâmicas e seleção de fotos sobre temas de interesse de biólogos e pesquisadores que estudam o meio ambiente marinho e do público, em geral.
De acordo com a USP, o objetivo do projeto, criado pelos pesquisadores Álvaro Esteves Migotto e Bruno Vellutini, é compartilhar informações científicas e divulgar a biodiversidade marinha por meio de imagens.
O processo de montagem do banco de imagens durou cerca de dois anos, entre o início das programações e as fases de teste em sistema fechado. O conteúdo apresenta referências bibliográficas, com uma ficha técnica do organismo contendo seu tamanho, local de origem e nome científico, por exemplo.
A estrutura de buscas se dá por meio de diversos marcadores ou pela classificação taxonômica – divisão por reino, filo, classe, até chegar à espécie desejada.
O conteúdo do banco está sob a licença de uso Creative Commons, que permite a divulgação do conteúdo desde que dados os devidos créditos do trabalho e que seja utilizado para fins não comerciais, sem necessidade de pedir autorização para isso.
As fotos veiculadas no banco de imagens são feitas com diversas técnicas. Normalmente câmeras digitais são acopladas em microscópios ópticos ou eletrônicos, dependendo do organismo fotografado, podendo ser aumentada a resolução em até mil vezes.
Outra técnica, pouco utilizada por ter um custo bastante elevado, consiste no uso de um microscópio eletrônico de varredura (MEV), utilizando-se de um feixe de elétrons para realizar a fotografia, por meio de um processo altamente sofisticado.
“Temos uma costa oceânica imensa e conhecemos muito pouco sobre ela. É neste sentido que as imagens são bons instrumentos de divulgação para a biologia marinha, pois despertam a curiosidade e a reflexão sobre a enorme diversidade dos oceanos”, disse Vellutini.
Mais informações: http://cifonauta.cebimar.usp.br

quinta-feira, 13 de outubro de 2011


Impacto das queimadas no efeito estufa

13/10/2011
Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores de diversas instituições brasileiras realizou, na última semana de setembro, uma queimada controlada para análise científica em quatro hectares de floresta na região de Rio Branco (Acre).
O estudo, que faz parte do Projeto Temático “Combustão da biomassa em florestas Tropicais”, financiado pela FAPESP, tem o objetivo de avaliar o impacto das queimadas na atmosfera, na regeneração da floresta e no solo da Amazônia.
O projeto é coordenado por João Andrade de Carvalho Junior, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Guaratinguetá (SP). O estudo foi feito em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Universidade Federal do Acre (Ufac), a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Washington, entre outras instituições.
De acordo com Carvalho, as queimadas controladas têm sido realizadas pelo projeto no Acre e em Mato Grosso. Estudos sobre o tema têm sido financiados pela FAPESP desde 1993 em diversos projetos sucessivos. O atual Temático, iniciado em 2009, prevê a realização de três queimadas. A primeira havia sido realizada na região de Cruzeiro do Sul (Acre), em setembro de 2010. A terceira deverá ser realizada em 2013.
“Os dados da pesquisa permitirão quantificar os teores de carbono equivalente emitidos durante a queima, avaliar como os nutrientes do solo reagem às altas temperaturas, entender a dinâmica de regeneração natural da vegetação e medir os níveis de partículas no ar que podem causar danos ao sistema respiratório humano, entre vários outros aspectos”, disse Carvalho à Agência FAPESP.
O controle da queimada realizada pelos cientistas é rigoroso, segundo Carvalho. A pesquisa conta com a autorização da Justiça Federal e Estadual e dos Ministérios Públicos Federal e Estadual e as ações obedecem a exigências legais estabelecidas pelos órgãos de controle ambiental. O corte da vegetação foi autorizada pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) e pela Secretaria de Meio Ambiente do estado.
Os resultados do projeto indicam até agora que a eficiência de combustão é de 50% na área onde foi realizada a queimada. Isto é, metade do estoque de carbono armazenado em um hectare de floresta se transforma, com a queimada, em gases de efeito estufa. Na queimada anterior, realizada também quatro hectares, mas em Cruzeiro do Sul, foram emitidas cerca de 305 toneladas de gás carbônico.
“Constatamos que aproximadamente metade do material que é queimado se transforma em gases de efeito estufa como CO2 e metano. Antes de realizar a queimada, fazemos uma caracterização de toda a biomassa do local. O sítio de Cruzeiro do Sul tinha 582 árvores acima de 10 centímetros de diâmetro”, disse Carvalho.
Uma das árvores tinha entre 95 e 100 centímetros e uma delas tinha mais de um metro de diâmetro. Só essa árvore maior tinha de 8 a 9% do total da biomassa dos quatro hectares. Verificamos que o metano corresponde a cerca de 13% do total das emissões”, disse.
Se o dado obtido em Cruzeiro do Sul pudesse ser extrapolado para toda a floresta amazônica, os níveis atuais de desmatamento, da ordem de 7 mil quilômetros quadrados anuais, provocariam uma emissão de CO2 equivalente comparável às emissões de cerca de 50 milhões de automóveis.
“Felizmente, o desmatamento caiu muito, mas já tivemos anos em que a devastação chegou a atingir 27,5 mil quilômetros quadrados. Se os dados fossem extrapolados para toda a Amazônia em um ano com desmatamento dessa magnitude, a emissão de CO2 seria comparável à poluição produzida por quase 200 milhões de automóveis”, afirmou.
O estudo é realizado em diversas fases e inclui uma série de avaliações antes, durante e depois da queima. Em Rio Branco, diversos equipamentos instalados em uma torre de 15 metros de altura, na área de pesquisa, ajudam na coleta de informações.
Dois meses antes da queima, foi realizado o inventário florestal, para identificação e medicão das árvores e a coleta de amostras de solos. A etapa seguinte foi o corte da floresta.
Os resultados das análises serão comparados e servirão para aferir a quantidade de carbono, nutrientes e microorganismos permanecem no solo após a queima. Além disso, será avaliado o que ocorre com a qualidade do ar.
Dados para o IPCC
Os resultados do Projeto Temático terão grande importância para a elaboração e estruturação de políticas públicas voltadas para o tema, de acordo com Carvalho. Segundo ele, os dados já levantados em outras etapas já são aproveitados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) para calcular as emissões de gases de efeito estufa de queimadas na Amazônia.
“As queimadas controladas têm resultados diferentes em cada região. Em Cruzeiro do Sul, por exemplo, a densidade da floresta é maior. Unindo aqueles dados aos de Rio Branco, poderemos refinar os índices e definir uma média que possibilite calcular as emissões de todo o estado. Considerar as características locais é importante para reduzir as incertezas relacionadas às emissões provenientes das diferentes regiões da Amazônia e traçar políticas públicas”, disse.
Carvalho afirma que o experimento inclui medições de emissões de dióxido de carbono e de metano. “O principal gás de efeito estufa é o dióxido de carbono. Mas o metano é importante porque, embora seja emitido em menor quantidade, tem um poder de aquecimento 21 vezes maior que o CO2”, explicou.
Os pesquisadores também medem a concentração de partículas, em especial as mais finas, que têm mais impactos negativos sobre a saúde humana.
“Também estudamos a regeneração da floresta. Utilizamos um sítio de queimada controlada em Alta Floresta desde 1997, o que permite estudar como a biomassa se recupera. Estamos começando a fazer isso no Acre também”, explicou.
Segundo Carvalho, a biomassa de maior porte, como grandes troncos, queima de duas formas diferentes: o estágio de chama e o estágio de incandescência. A combustão no estágio de incandescência é muito mais lenta, mas também emite gases. “Procuramos medir a diferença de concentração das emissões nos dois tipos de queima”, afirmou.
Os cientistas também estudam a propagação de incêndio rasteiro. Dependendo do grau em que a floresta é recortada, as bordas podem ser mais secas, permitindo que qualquer chama pequena se propague rapidamente para dentro da floresta.
“Outro aspecto que procuramos estudar é a transformação de carvão em emissões. Conforme a madeira queima, parte do carvão gerado fica no chão e não colabora com o efeito estufa, podendo até ajudar a acelerar a regeneração da floresta”, disse.
A equipe, segundo Carvalho – que é engenheiro aeronáutico –, conta com engenheiros químicos, engenheiros mecânicos, biólogos, engenheiros florestais e um médico. “Algumas frentes do projeto estão se dedicando a estudar os impactos da queimada na saúde humana e suas consequências sobre as diversas espécies, como anfíbios e insetos”, disse.
“Todos os cuidados são tomados. Em primeiro lugar é construído um acero: um caminho que deixa um espaço de cerca de 25 metros em relação ao resto da mata, a fim de evitar a propagação do fogo. Além disso, a operação requer a presença de um carro tanque e de uma guarnição do corpo de bombeiro, que acompanha todo o processo”, explicou. 
 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Homenagem ao mar de amar...

Segundo um autor anônimo, a felicidade é como o ciclo do mar. Há dias que a vida da gente transborda e se inunda de alegria. Outros, ela se esconde como as conchas absorvidas pelas ondas. Mesmo que a maré se modifique, na sua profundeza continuam vivas as maiores belezas e delícias da vida.

Há várias formas de expressar o amor e a melhor mensagem é aquela que sai assim, em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada.

E Mário Quintana em sua sabedoria, deixou o seguinte verso:
O amor é isso
Não prende, 
Não sufoca. 
Porque quando virá nó
Já deixou de ser laço. 


 E daí vem Carlos Drummond e diz:
O amor é grande e cabe na janela sobre o mar
O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar
O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar. 


É, nós viramos e mexemos e nos pegamos falando de amor, de felicidade, de convivência, de relação a dois... queremos entender as diferenças, os motivos de tamanha dificuldade de entender e de viver esses sentimentos... os homens amam passivamente, são compreensíveis, calmos, pacatos, racionais eu diria, na forma de encarar o amor... já as mulheres são fulgazes, são enérgicas, impacientes, críticas e querem respostas porque necessitam de segurança, de conversa, de olho no olho...

Letícia Thompson nos deixou o seguinte recado:
O amor não morre. Ele se cansa muitas vezes
Ele se refugia em algum recanto da alma tentando se esconder do tédio que mata os relacionamentos. 


Mas finalizo com a máxima da insaciável Marilyn Monroe, que interpreta um pouco de nós,
Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. 
Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar
Mas se você nao sabe lidar com o meu pior, então com certeza, 
você nao merece o meu melhor! 



domingo, 9 de outubro de 2011

dividindo uma leitura no final da noite...

achei interessante e a realidade de muitos... divido com vocês que não se cansam de buscar a vida por inteiro e não aceitam viver pela metade.

"Ninguém se encontra com alguém nesse mundo pela primeira vez. Não há acaso e tudo decorre da existência de leis inexoráveis e imutáveis dentro das quais o homem vive. [...] O amor verdadeiro, espiritual, é como o perfume da flor que transcende o nosso desejo de querer ou não querer. Há uma sensibilidade de amar assim como há uma inconsciente percepção de amor em todo ser. O encontro de duas almas que se amam causa um impacto semelhante ao encontro do imã com a limalha do ferro. A atração é instantânea e imediata, embora possa ocorrer que estejam essa almas envolvidas no véu milenar do esquecimento. Deus em sua misericórdia permite que um véu de insensibilidade oculte o amor, provisoriamente, mas o comum é sentir um pelo outro uma atração irresistível. Sublimar essa atração é a fuga daqueles que havendo atingido um clima superior precisam de evitar o escândalo, quando este prejudica os interesses da Casa de Deus". Ranieri, RA. O sexo além da morte. Editora Eco, p.162. 
DICAS DO DOMINGAO 

Esse blog vicia e as idéias são muitas, porém o tempo ruge e a Sapucaí é curta... Hoje resolvi deixar aqui algumas dicas de reciclagem e reaproveitamento que todos nós podemos usar criando com nosso proprio lixo doméstico. E como gosto de buscar idéias para decorar minha casa (laser que me é um hobby), resolvi unir o útil ao agradável... adoro vinho e adoro decoração, daí pesquisando uns sites encontrei essa dica que hj compartilho com vcs... espero que gostem, divulguem e ajudem na sustentabilidade de nosso planeta lar Terra.

 o que fazer com as rolhas de vinho?

Rolhas de vinho, Ideias para reutilização. Separamos algumas ideias interessantes para reutilizar rolhas de vinho. Mais uma prova de que a reciclagem não tem limites.
Como parte da decoração da casa, de uma luminária ou apoio para panelas, a verdade é que as rolhas de vinho são de muito bom gosto para decorações.
Rolhas de Vinho, Ideias para Reutilização
Rolhas de Vinho, Ideias para Reutilização
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Informativo Biodiversidade FAPESP


Protagonista em biodiversidade | Agência FAPESP :: Especiais

http://agencia.fapesp.br/14599%23.To8cdbDiL7s.printfriendly
October 7, 2011
Governo de São Paulo cria Comissão Estadual de Biodiversidade e Programa de Concessões das Unidades de Conservação (foto: SMA)
Especiais
07/10/2011
Por Elton Alisson  

Agência FAPESP – São Paulo é protagonista na criação e implementação de políticas ambientais que podem servir de exemplo para o restante do Brasil e para outros países. E esse protagonismo se deve, em grande parte, às pesquisas realizadas no estado por meio de programas como o BIOTA-FAPESP, que subsidiam as legislações na área.
A avaliação foi feita pelos participantes do 2º Fórum de Cooperação Internacional do Estado de São Paulo, realizado em 6 de outubro no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
Com o tema “São Paulo, protagonista em biodiversidade”, durante o evento foi assinado o decreto para a criação da Comissão Estadual de Biodiversidade e lançado o Programa de Concessões das Unidades de Conservação (UCs) do Estado de São Paulo.
Formada por 17 membros, entre representantes da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, da sociedade civil organizada, do Ministério Público, de entidades ambientais e universidades, o objetivo da comissão será coordenar a elaboração e implantação de estratégias para conservar a diversidade biológica nos 24 milhões de hectares do Estado de São Paulo e acompanhar e implementar no Estado as 20 metas do Protocolo de Nagoya.
Determinadas em outubro de 2010, durante a 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-10), realizada na cidade de Nagoya, no Japão, entre as metas estabelecidas pelo protocolo, que deverão ser cumpridas pelos países nos próximos dez anos, estão a eliminação de subsídios para atividades que degradam o meio ambiente, a redução do desmatamento, o resgate de espécies ameaçadas, a criação de áreas protegidas e o auxílio financeiro para atividades de conservação.
Para que o Estado de São Paulo possa atingir essas metas, a Comissão Estadual de Biodiversidade deverá elaborar, no prazo de seis meses, um plano de ação, que será executado no período de 2011 a 2020.
“Estamos criando a comissão para tratar com cuidado o que determina a Convenção da Biodiversidade, que é o tratado mais importante sobre essa questão. E, para garantir a proteção da biodiversidade, precisamos ter áreas protegidas e implementar uma série de outras ações que o projeto BIOTA, da FAPESP, nos mostra o caminho”, disse o governador Geraldo Alckmin.
Uma das ações que estão sendo implementadas pelo Estado para aumentar o apoio e os recursos para preservação ambiental é o Programa de Concessões das Unidades de Conservação (UCs) do Estado de São Paulo.
O programa pretende viabilizar a concessão de serviços de gestão e ecoturismo em unidades de conservação, como restaurantes e lanchonetes, centros de visitação e esportes de aventura, para empresas, organizações não-governamentais (ONGs), comunidades locais e eventuais consórcios.
De acordo com a SMA, 33 unidades de conservação estão aptas a participar do programa, sendo 29 parques estaduais, dois monumentos naturais e dois parques ecológicos que possuem trilhas, cachoeiras, cavernas, poços e outros atrativos históricos e culturais.
“Não se trata de privatização. Não queremos abrir mão desse patrimônio público para passar para a iniciativa privada, mas sim estabelecer parcerias com o setor privado, por meio das ONGs, da sociedade organizada, de empresas, para que possamos fomentar ainda mais o ecoturismo, a educação ambiental, a pesquisa, para gerar emprego e renda a partir das unidades de conservação”, disse Bruno Covas, secretário estadual do Meio Ambiente.
Em 2010, juntas, as unidades de conservação do Estado de São Paulo receberam 1,5 milhão de visitantes – número semelhante ao dos que visitaram o Zoológico paulista ou o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. Com o Programa de Concessões, a meta é atrair mais turistas para visitar as UCs. “O potencial de ecoturismo em São Paulo é muito grande. O Estado é o maior polo de turismo da América Latina”, disse.
Na apresentação do Programa e da Comissão Estadual de Biodiversidade, o secretário destacou a adoção em 2008 de diretrizes para conservação e restauração da biodiversidade do Estado de São Paulo a partir de mapas gerados por pesquisadores do programa BIOTA-FAPESP, que deram subsídios para as políticas ambientais paulistas.
Exemplo
Durante o 2º Fórum de Cooperação Internacional, Celso Lafer, presidente da FAPESP, também fez uma apresentação sobre o programa BIOTA-FAPESP, lançado em 1999 e que reúne mais de mil cientistas em São Paulo.
“Uma das dimensões importantes que evidenciam o Estado de São Paulo é o valor agregado do conhecimento. E no capítulo da biodiversidade, o valor agregado do conhecimento é, sem dúvida nenhuma, fruto do grande projeto que é o BIOTA-FAPESP”, disse Lafer.
Na avaliação de Russel Mittermeier, presidente da Conservation International e professor da Universidade Estadual de Nova York, os lançamentos da Comissão Estadual de Biodiversidade e do Programa de Concessões das Unidades de Conservação (UCs) do Estado de São Paulo deveriam servir de modelo para o resto do Brasil e para outros países.
“É muito importante destacar que o Estado de São Paulo, que possui a terceira maior economia da América Latina, esteja mostrando essa preocupação com a biodiversidade”, disse.
Mittermeier citou que o Estado de São Paulo possui protegida atualmente 14% de sua área de cobertura vegetal, de 4,34 milhões de hectares – número próximo da meta da Convenção da Biodiversidade, que estabelece a proteção de 17% da cobertura vegetal global. Além disso, o Estado também tem 18% da área da Mata Atlântica protegida, que é a maior porcentagem de proteção do bioma no Brasil.
Mas, na avaliação de Mittermeier, ainda há muito trabalho para fazer. “Falta proteger a Serra da Mantiqueira e os campos de altitude dentro do Estado de São Paulo, por exemplo”, apontou.
Thomas Lovejoy, professor da Universidade George Mason e representante da cadeira de biodiversidade no Instituto John Heinz Center, afirmou ser possível explorar outro tipo de serviço de ecossistemas na biodiversidade do Estado de São Paulo que ainda é pouco conhecido: o chamado “serviço do conhecimento”.
“Cada planta, animal ou microrganismo apresenta soluções para os desafios biológicos na história natural de sua espécie. E essas soluções podem ser descobertas-chave para as ciências da vida. Em função disso, temos que pensar na biodiversidade como uma biblioteca para o desenvolvimento das ciências da vida”, afirmou.
Medalha João Pedro Cardoso
Durante o 2º Fórum de Cooperação Internacional, Lovejoy, Mittermeier, o almirante Ibsen de Gusmão Câmara e o ambientalista e professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) Paulo Nogueira Neto ganharam a medalha “João Pedro Cardoso”.
Instituído por Alckmin, o prêmio, em homenagem ao patrono do Dia da Árvore, tem o objetivo de reconhecer personalidades ou instituições que contribuíram para a educação, preservação e recuperação ambiental do Estado de São Paulo.
Em seu discurso, Nogueira Neto disse que o evento representava um sonho, por reunir uma quantidade tão grande de participantes.
“Eu sou de um tempo em que todos os ambientalistas de São Paulo caberiam em uma Kombi. Com o passar do tempo, os problemas ambientais foram se agravando e, consequentemente, o movimento ambientalista foi crescendo. E, hoje, poderíamos dizer que estamos caminhando para uma nova ideologia, que tem o ambiente como seu foco central”, disse.

domingo, 2 de outubro de 2011

Café e aprendizado: combinação perfeita!

Hoje estava tentando entender os sinais que a vida nos dá! Na cabeceira da cama estava o livro "GUARDIAO 7: O CHANCELER DO AMOR" (Rubens Saraceni).. lá aprendi que devemos ser como o Rio São Francisco, que alimenta milhares de vidas e irriga um solo árido, pobre de nutrientes e fundamental para a continuidade de seus dependentes, enquanto o Rio da Bacia Amazônica é o mais limpo do mundo, o maior, o mais vistoso e no entanto ele tem poucos humanos o usando porque se tivesse a mesma quantidade que o rio São Francisco, iria fazer da Amazônica um deserto. E esse entendimento natural, pode ser aplicado à compreensão das várias religiões que permeiam a humanidade, além do vazio que incomoda a humanidade!.. certas religiões são exuberantes devido ao meio em que se propagam, pois, num meio adverso, se reduziriam a minúsculas seitas.
Às vezes o homem não entende porque não consegue brilhar, ser vistoso, bem sucedido, estando em constante busca de algo a mais, mas na verdade os humanos tem seu valor e brilho. Portanto amigos, o sinal que o livro trouxe foi para que o caminho certo é ser um Rio São Francisco e seguir dando vida a solos áridos, pois a exuberância está em em você mesmo.. é necessário errar, acertar, cair, reerguer, aprender, mas viver o próprio curso, pois evoluir é arrancar de dentro de você todos os monstros que aí habitam e que te dão a sensação de vazio, porque a grande maioria mascara aquilo que nao tem coragem de enfrentar... a evolução acontece quando o indivíduo consegue colocar no lugar desses monstros os seus anjos interiores e chegar ao equilíbrio e maturidade da compreensão da vida e do papel de cada um na vivência desse planeta Terra.