O físico Marcelo Gleiser, 51 anos, se acostumou a decifrar a ciência para o público leigo. Programas de TV, coluna em jornal, palestras -- os meios utilizados pelo experiente cientista e professor são inúmeros. O esforço de Gleiser, que decidiu ser físico ouvindo do pai que ninguém “o pagaria para contar estrelas”, tem uma razão nobre: dar às pessoas a chance de construir uma visão mais crítica do mundo. Para ele, a compreensão da ciência liberta o ser humano do medo do desconhecido.
“Não é só a tecnologia que faz do mundo de hoje diferente do mundo de Cabral, em 1.500. O modo como ele pensava que o mundo era é totalmente diferente. A ciência faz parte da nossa cultura. As pessoas precisam absorver isso até como ferramenta para desenvolver um pensamento mais crítico”, afirma o professor de física teórica na Dartmouth College, nos Estados Unidos. Agora, Gleiser pretende ir além e quebrar paradigmas da ciência, mostrando que a natureza não é perfeita.
O assunto do novo livro de Marcelo Gleiser, Criação imperfeita — Cosmo, vida e o código oculto da natureza, publicado pela Editora Record, foi o mote usado pelo autor para mostrar aos estudantes da Universidade de Brasília (UnB) que não há limites para o conhecimento. Nesta terça-feira, ele falou a calouros e veteranos em um evento organizado pela reitoria para receber os alunos: a Aula da Inquietação. O objetivo do encontro é levar os jovens a refletir sobre o papel deles na universidade.
“Queria mostrar a eles que o conhecimento não é uma coisa finalizada. É um processo e cada um de nós contribui para ele”, comenta o físico. “As visões de mundo que a gente constrói estão sempre em fluxo e a coisa mais importante que se pode aprender na escola ou fora dela é pensar criticamente sobre o que você aprende e sobre o mundo”, sentencia.
A voz da experiência
Gleiser fala de si próprio quando toca nesse assunto. O novo livro é fruto das mudanças de pensamento que ele viveu ao longo de anos de estudo e pesquisa. Ele conta que, quando começou a carreira, acreditava que havia uma ordem unificadora de tudo o que existe no universo – como boa parte do mundo ocidental. Buscava por uma teoria final, que explicasse o sentido e o funcionamento do cosmo. “Hoje mudei completamente minha percepção da realidade”, diz, categórico.
Marcelo Gleiser: natureza cria através de imperfeições e assimetrias
(Foto: Darmouth College/Divulgação)
Para o cientista, a perfeição e a simetria da natureza são fantasias. “Não há nada de concreto que aponte nesse caminho. As pistas vão na direção oposta”, avisa. Gleiser conta que as experiências que desenvolveu mostraram que a natureza cria por meio de suas assimetrias e imperfeições. No novo livro, há um capítulo dedicado exclusivamente a Johannes Kepler, físico que buscava a perfeição da forma dos movimentos celestes. O capítulo, chamado de O erro de Kepler, critica a insistência da perfeição.
“Chega um ponto em que a gente tem de deixar de insistir nessa busca pela ordem, que é mais uma produção de um desejo nosso, e olhar para o que a Terra quer nos dizer”, enfatiza o físico. Ele classifica a própria obra como um manifesto. Um manifesto sobre a importância da vida e do homem para o universo. “Os seres humanos, cada vez mais desacreditados, têm uma vida complexa e inteligente muito rara. Somos como o que o universo pensa sobre si mesmo. Essa consciência cósmica é essencial para preservar o que a gente tem”, diz.
Compreender a complexidade da vida e da natureza, na opinião de Gleiser, é criar uma relação espiritual com o universo. “É uma direção de nova espiritualidade, que nada tem a ver com religião organizada”, afirma.
por Priscila Borges, Brasília.
Esse espaço foi criado para eu dividir com vcs, leitores, meus devaneios, temas de aula, hobbies, publicações científicas, poesias e temas voltados a Biologia e Evolução.
O Mundo sem nós - Allan Weissman
São muitas as questões levantadas pelo premiado jornalista Alan Weisman nesta investigação científica. Após entrevistar especialistas – zoólogos, biólogos, engenheiros e paleontólogos, – Weisman faz revelações fascinantes e, ao mesmo tempo, perturbadoras sobre o impacto da humanidade no planeta. Nós fomos responsáveis pela extinção de várias espécies, e a natureza sobreviveu. Mas o que aconteceria se, atacados por um vírus, desaparecêssemos? Quais seriam as primeiras criações humanas a sumir? E as últimas? Misturando ciência e especulação, este livro será, certamente, um clássico.
terça-feira, 23 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
O homem que viveu com os lobos
26 de fevereiro de 2010
Por Cecília Araújo
Shaun Ellis: despido, ele comeu a mesma comida dos lobos para ser aceito pelos animais (Foto: Divulgação)
O britânico Shaun Ellis tem uma profissão incomum: especialista em comportamento de lobos. Não bastasse a peculiaridade do trabalho, ele ainda conduz pesquisas de forma controversa: optou por viver ao lado dos lobos, como se fosse um deles, por um longo período, a fim de entender melhor como vivem esses animais e também para ajudá-los diante da ameaça da extinção. A partir de 2005, ele passou dois anos em meio a uma alcateia no Parque de Vida Selvagem Combe Martin, no Reino Unido. Seu objetivo era ensinar três filhotes órfãos de lobos canadenses a sobreviver na reserva natural. Para isso, se alimentou e dormiu com os lobos, sem qualquer contato com humanos, até sentir que fazia realmente parte do mundo dos animais. "Acredito que os lobos têm segredos a serem compartilhados. E eles confiaram em mim o suficiente para dividi-los comigo", afirma. A experiência resultou no livro The Man Who Lives With Wolves (O homem que vive com os lobos), escrito em parceria com o jornalista Penny Junor. Na entrevista a seguir, Ellis fala sobre a aventura e defende que o estudo do comportamento dos lobos pode ensinar algo aos homens.
VEJA TAMBÉM
Mogli moderno: O inglês Shaun Ellis vive com os lobos para estudá-los
REVISTAS ABRILMAIS INFORMAÇÕES
Quando surgiu sua paixão pelos animais selvagens?
Ela começou cedo. Cresci no campo, em uma fazenda, onde tinha contato com muitos animais. À medida que fui crescendo, trabalhei com outras espécies selvagens. Comecei estudando raposas: esse foi o início de tudo. Só depois passei a me interessar profundamente pelos lobos. Vivi por anos numa tribo americana, no estado de Idaho (EUA), onde aprendi muito sobre esses animais, e nunca mais parei de estudá-los.
Viver entre os lobos é a melhor forma de estudá-los?
Acredito que existem diferentes formas de se descobrir informações sobre os lobos. Muitas pessoas trabalham com a observação, como os biólogos e os ambientalistas. No meu caso, é importante me juntar aos lobos e viver entre eles. Os pesquisadores trabalham de formas diferentes, de acordo com sua especialidade, mas nós só seremos capazes de ajudar essas criaturas a dividir o nosso mundo e começar uma comunicação com eles se conseguirmos compartilhar o que há de diferente em cada disciplina: a biologia, o estudo comportamental, a ecologia.
Seu trabalho é considerado controverso pelos outros especialistas?
Sim, os biólogos, por exemplo, têm problemas em entender o jeito com que eu trabalho. Para eles, os lobos não deveriam conviver com humanos, nem sequer vê-los. Quando fui viver entre os lobos, me tornei um membro de sua família - outros pesquisadores se manteriam distantes. Porém, se eu não interferisse e não tomasse decisões pela matilha, eles não veriam tudo o que os humanos têm para oferecer a eles. Além disso, como outras criaturas, os lobos não dividem seus segredos facilmente, a não ser com sua própria alcateia. O que fiz foi me tornar parte dessa família e conhecer de perto esses segredos, para tentar ajudá-los.
Há casos de pesquisadores que se propuseram a viver entre animais selvagens e foram mortos por eles. O documentário O Homem Urso, por exemplo, de Werner Herzog, mostra a trágica história de Timothy Treadwell, que, após viver 13 anos com os ursos, foi engolido por um deles, em 2003.
É sempre trágico quando ocorre algo como os acidentes com Treadwell e Steve Irwin (naturalista australiano morto por uma arraia em 2006). Mas, por mais que eles tenham tido esse triste fim, ninguém nunca chegou tão perto dos animais quanto eles chegaram. Quando a pessoa dá sua vida por uma boa causa, temos que honrá-las e, claro, tirar proveito de suas pesquisas. Irwin dizia que só é possível ajudar os animais estando ao lado deles. Eu gosto de seguir sua filosofia. Acho admirável quem sacrifica a vida para tentar ajudar os animais.
Em algum momento o senhor sentiu medo de estar entre lobos?
Nos estágios iniciais, eu tinha um medo natural de ataques nas noites de lua cheia e de todos esses mitos e lendas que fazem com que os lobos pareçam mais perigosos do que eles realmente são. Conhecendo os animais mais profundamente, encontrei algo totalmente diferente do que já tinha sido dito sobre os lobos. Posso até dizer que a maior parte do que é dito sobre eles não é verdadeiro.
O senhor fez uso de equipamentos de segurança para evitar situações perigosas?
Não. Depois de conversar com muitas pessoas, decidi que iria completamente "nu": sem equipamentos de segurança, wi-fi ou comida cozida. Queria que os animais se aproximassem de mim, e não que eles vivessem do meu modo. Foi preciso acreditar nos animais e me infiltrar em uma outra família.
O senhor acha que de fato conseguiu penetrar no mundo dos lobos?
Acredito que os lobos têm segredos a serem compartilhados. E eles confiaram em mim o suficiente para dividi-los. Graças à sua educação, conhecimento e disciplina, eles me deram muitas informações. O meu papel é dividir esse conhecimento com outras gerações e incorporá-los no nosso mundo.
Como foi se alimentar como os lobos?
Demorei um tempo para me acostumar. Se nós homens somos o que comemos, o mesmo acontece com os lobos. Além do lado nutritivo, o que eles comem interfere no cheiro de seus corpos e no reconhecimento dos membros por parte da família. Para mim, foi uma das coisas mais importantes seguir o mesmo cardápio deles, para me manter seguro na matilha. Parece discutível para quem está de fora, mas, quando se está num ambiente muito frio (a temperatura chegava a -20° C), onde achar comida é tão difícil, a carne crua parece apetitosa, pode acreditar. Nosso corpo se prepara aos poucos para os novos hábitos. Nunca estive tão saudável como quando estive com os lobos.
O senhor acredita que sua experiência trouxe aplicações para outros estudiosos?
Espero que outros pesquisadores façam uso das técnicas e do meu aprendizado para seus estudos, não só sobre lobos, mas qualquer outro animal que também precise da nossa ajuda. Mas é importante levar em conta que não somos "masters" em seus mundos. Os lobos aceitaram viver comigo durante certo período de tempo porque me disponibilizei a aprender a estar ali. Os animais, particularmente os lobos, vivem de acordo com valores ultrapassados: confiança, equilíbrio, coisas de que todos nós precisamos. Não podemos levar obstáculos a eles, mas fazer com que os animais nos respeitem. Para isso, é preciso respeitá-los e viver em harmonia com eles.
O senhor se submeteria novamente a uma experiência parecida?
Boa pergunta. Agora que tenho 45 anos, estou em um ritmo mais lento, sou menos capaz de aguentar o frio e o mundo dos lobos. Talvez seja hora de dar aos mais jovens a oportunidade e as informações suficientes para que eles deem continuidade a esse trabalho.
Como pessoas que não têm especial interesse por lobos podem se beneficiar de seu livro?
O lobo pode ser interessante para qualquer pessoa: quem gosta e quem não gosta deles, quem tem cães domésticos ou não. Basta dar crédito ao que podem nos oferecer: eles são nossos professores supremos. Na minha opinião, a maior lição que podemos aprender deles é o valor de suas famílias. Na Inglaterra, temos problemas em socializar nossas crianças. Acredito no poder dos princípios dos lobos para a criação dos nossos jovens. O livro pode fazer com que as pessoas olhem para a vida de uma forma diferente.
Por Cecília Araújo
Shaun Ellis: despido, ele comeu a mesma comida dos lobos para ser aceito pelos animais (Foto: Divulgação)
O britânico Shaun Ellis tem uma profissão incomum: especialista em comportamento de lobos. Não bastasse a peculiaridade do trabalho, ele ainda conduz pesquisas de forma controversa: optou por viver ao lado dos lobos, como se fosse um deles, por um longo período, a fim de entender melhor como vivem esses animais e também para ajudá-los diante da ameaça da extinção. A partir de 2005, ele passou dois anos em meio a uma alcateia no Parque de Vida Selvagem Combe Martin, no Reino Unido. Seu objetivo era ensinar três filhotes órfãos de lobos canadenses a sobreviver na reserva natural. Para isso, se alimentou e dormiu com os lobos, sem qualquer contato com humanos, até sentir que fazia realmente parte do mundo dos animais. "Acredito que os lobos têm segredos a serem compartilhados. E eles confiaram em mim o suficiente para dividi-los comigo", afirma. A experiência resultou no livro The Man Who Lives With Wolves (O homem que vive com os lobos), escrito em parceria com o jornalista Penny Junor. Na entrevista a seguir, Ellis fala sobre a aventura e defende que o estudo do comportamento dos lobos pode ensinar algo aos homens.
VEJA TAMBÉM
Mogli moderno: O inglês Shaun Ellis vive com os lobos para estudá-los
REVISTAS ABRILMAIS INFORMAÇÕES
Quando surgiu sua paixão pelos animais selvagens?
Ela começou cedo. Cresci no campo, em uma fazenda, onde tinha contato com muitos animais. À medida que fui crescendo, trabalhei com outras espécies selvagens. Comecei estudando raposas: esse foi o início de tudo. Só depois passei a me interessar profundamente pelos lobos. Vivi por anos numa tribo americana, no estado de Idaho (EUA), onde aprendi muito sobre esses animais, e nunca mais parei de estudá-los.
Viver entre os lobos é a melhor forma de estudá-los?
Acredito que existem diferentes formas de se descobrir informações sobre os lobos. Muitas pessoas trabalham com a observação, como os biólogos e os ambientalistas. No meu caso, é importante me juntar aos lobos e viver entre eles. Os pesquisadores trabalham de formas diferentes, de acordo com sua especialidade, mas nós só seremos capazes de ajudar essas criaturas a dividir o nosso mundo e começar uma comunicação com eles se conseguirmos compartilhar o que há de diferente em cada disciplina: a biologia, o estudo comportamental, a ecologia.
Seu trabalho é considerado controverso pelos outros especialistas?
Sim, os biólogos, por exemplo, têm problemas em entender o jeito com que eu trabalho. Para eles, os lobos não deveriam conviver com humanos, nem sequer vê-los. Quando fui viver entre os lobos, me tornei um membro de sua família - outros pesquisadores se manteriam distantes. Porém, se eu não interferisse e não tomasse decisões pela matilha, eles não veriam tudo o que os humanos têm para oferecer a eles. Além disso, como outras criaturas, os lobos não dividem seus segredos facilmente, a não ser com sua própria alcateia. O que fiz foi me tornar parte dessa família e conhecer de perto esses segredos, para tentar ajudá-los.
Há casos de pesquisadores que se propuseram a viver entre animais selvagens e foram mortos por eles. O documentário O Homem Urso, por exemplo, de Werner Herzog, mostra a trágica história de Timothy Treadwell, que, após viver 13 anos com os ursos, foi engolido por um deles, em 2003.
É sempre trágico quando ocorre algo como os acidentes com Treadwell e Steve Irwin (naturalista australiano morto por uma arraia em 2006). Mas, por mais que eles tenham tido esse triste fim, ninguém nunca chegou tão perto dos animais quanto eles chegaram. Quando a pessoa dá sua vida por uma boa causa, temos que honrá-las e, claro, tirar proveito de suas pesquisas. Irwin dizia que só é possível ajudar os animais estando ao lado deles. Eu gosto de seguir sua filosofia. Acho admirável quem sacrifica a vida para tentar ajudar os animais.
Em algum momento o senhor sentiu medo de estar entre lobos?
Nos estágios iniciais, eu tinha um medo natural de ataques nas noites de lua cheia e de todos esses mitos e lendas que fazem com que os lobos pareçam mais perigosos do que eles realmente são. Conhecendo os animais mais profundamente, encontrei algo totalmente diferente do que já tinha sido dito sobre os lobos. Posso até dizer que a maior parte do que é dito sobre eles não é verdadeiro.
O senhor fez uso de equipamentos de segurança para evitar situações perigosas?
Não. Depois de conversar com muitas pessoas, decidi que iria completamente "nu": sem equipamentos de segurança, wi-fi ou comida cozida. Queria que os animais se aproximassem de mim, e não que eles vivessem do meu modo. Foi preciso acreditar nos animais e me infiltrar em uma outra família.
O senhor acha que de fato conseguiu penetrar no mundo dos lobos?
Acredito que os lobos têm segredos a serem compartilhados. E eles confiaram em mim o suficiente para dividi-los. Graças à sua educação, conhecimento e disciplina, eles me deram muitas informações. O meu papel é dividir esse conhecimento com outras gerações e incorporá-los no nosso mundo.
Como foi se alimentar como os lobos?
Demorei um tempo para me acostumar. Se nós homens somos o que comemos, o mesmo acontece com os lobos. Além do lado nutritivo, o que eles comem interfere no cheiro de seus corpos e no reconhecimento dos membros por parte da família. Para mim, foi uma das coisas mais importantes seguir o mesmo cardápio deles, para me manter seguro na matilha. Parece discutível para quem está de fora, mas, quando se está num ambiente muito frio (a temperatura chegava a -20° C), onde achar comida é tão difícil, a carne crua parece apetitosa, pode acreditar. Nosso corpo se prepara aos poucos para os novos hábitos. Nunca estive tão saudável como quando estive com os lobos.
O senhor acredita que sua experiência trouxe aplicações para outros estudiosos?
Espero que outros pesquisadores façam uso das técnicas e do meu aprendizado para seus estudos, não só sobre lobos, mas qualquer outro animal que também precise da nossa ajuda. Mas é importante levar em conta que não somos "masters" em seus mundos. Os lobos aceitaram viver comigo durante certo período de tempo porque me disponibilizei a aprender a estar ali. Os animais, particularmente os lobos, vivem de acordo com valores ultrapassados: confiança, equilíbrio, coisas de que todos nós precisamos. Não podemos levar obstáculos a eles, mas fazer com que os animais nos respeitem. Para isso, é preciso respeitá-los e viver em harmonia com eles.
O senhor se submeteria novamente a uma experiência parecida?
Boa pergunta. Agora que tenho 45 anos, estou em um ritmo mais lento, sou menos capaz de aguentar o frio e o mundo dos lobos. Talvez seja hora de dar aos mais jovens a oportunidade e as informações suficientes para que eles deem continuidade a esse trabalho.
Como pessoas que não têm especial interesse por lobos podem se beneficiar de seu livro?
O lobo pode ser interessante para qualquer pessoa: quem gosta e quem não gosta deles, quem tem cães domésticos ou não. Basta dar crédito ao que podem nos oferecer: eles são nossos professores supremos. Na minha opinião, a maior lição que podemos aprender deles é o valor de suas famílias. Na Inglaterra, temos problemas em socializar nossas crianças. Acredito no poder dos princípios dos lobos para a criação dos nossos jovens. O livro pode fazer com que as pessoas olhem para a vida de uma forma diferente.
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